sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Até que o dia caiu. Olhos grandes e luminosos pingados de avelã, labios carnudos ressequidos do frio e nariz docemente pequeno. Rugas de expressão. Orelhas levemente tapadas pelo cabelo castanho escuro penteado rebeldemente como usas habitualmente. A roupa quente a cheirar a tabaco. Levas a tua camisa aos quadrados que eu mais gosto e as tuas calças de ganga gasta que tanto adoras. Não és mais que uma simples sombra das tantas que vagueiam na rua.
Amo-te. Porquê? Tal como tu me perguntas eu não te sei responder.

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